Três horas. Está certo. Está sempre certo. Seu silêncio eletrônico não me perturba com pancadas cor de cobre nem lembra a morte pela sucessão dos segundos – conhecidos mecanismos que desejamos esquecer. Mas o digital é sinistro assim mesmo e o torna pungente, opressivo como qualquer relógio. Está sempre certo. E eu me esqueci de dizer que são três da manhã.
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