No inicio do mês, morreu o ex-presidente chileno Augusto Pinochet. Sem ter mais nada mais a acrescentar sobre o assunto, pois nada se alterou desde então, republico em partes um texto que escrevi pra saudosa Confraria Best-Seller em setembro de 2003.
No inverno de 2001, eu havia cursado uma disciplina no mestrado chamada Gestão Comparada, ministrada pelo professor Allain Joly. Nessa disciplina, tínhamos por base o método da comparação entre as especificidades culturais de cada país e suas características de gestão, relacionando-as também com as respectivas características de outros países também.
Cada aluno deveria ficar responsável em fazer um panorama profundo sobre um determinado país e depois apresentar e discutir com os outros alunos. Por sorteio, fiquei encarregado de estudar o Chile. Quanto mais eu me aprofundava, mais eu constatava o quanto eu tinha sido enganado pela imprensa brasileira, pois comparando Pinochet com Fidel Castro, era como se Fidel fosse Deus e Pinochet o diabo.
Não podemos negar que uma ditadura militar sempre deixa para trás as suas mazelas e tristeza e apesar de eu defender descaradamente uma total liberdade política e econômica, às vezes, uma ditadura “pode” ser útil aos interesses de um país. Outras vezes não, é verdade. Não quero dizer que se trata de um método totalmente eficaz. Só quero dizer também que não é totalmente ineficaz.
No caso do Chile eu diria que a política praticada por Pinochet fez com que o Chile ficasse sendo hoje em dia uma ilha de prosperidade dentro de uma América do Sul cheia de problemas.
Nós devemos reconhecer o papel central que teve o governo militar do general Augusto Pinochet, no Chile, no que se refere à liberalização do mercado, na liberdade do comércio e na abertura do país à concorrência internacional.
O Chile vai bem dentro de uma América Latina que tudo vai mal. E o irônico disso tudo é que toda essa prosperidade veio de decisões tomadas no período compreendido entre 11 de setembro de 1973 à 5 de outubro de 1988, o período de governo do velho ditador.
Lá, existiram os Chicago Boys, que eram jovens economistas chilenos que veneravam dois mestres: Milton Friedman (professor da Universidade de Chicago) e Sérgio Castro (da Universidade Católica de Santiago). Essas pessoas colocaram à prova as idéias do neoliberalismo e antes mesmo que elas tivessem seduzido Margaret Tatcher em Londres ou Ronald Reagan em Washington, elas estavam à serviço de Pinochet.
Essa turma fez do seu país o laboratório de seu modelo até então teórico, fundado sobre a eliminação do controle de preços, da abertura comercial à concorrência internacional, do auxilio à exportação e sobretudo, fundado sobre um processo radical de privatizações, incluindo os serviços de saúde e de previdência social e entregando ao setor privado as centenas de empresas que tinham sido nacionalizadas durante o governo de Salvador Allende.
Nesse caso, a ditadura não foi nenhum fator dificultador: ela permitia impor suas reformas sem discussões nem compromisso a uma sociedade condenada ao silencio e à docilidade.
Mas, apesar dessa contradição, que a liberdade econômica tenha surgido da falta de liberdade política, essas reformas transformaram profundamente a sociedade chilena, pois permitiram uma mudança radical nas estruturas de produção do país e uma decolagem econômica.
A mudança do regime se caracterizou por uma profunda modificação das estruturas políticas e pela continuidade do sistema econômico, precisamente porque este era completamente eficaz.
O país assinou acordos comerciais bilaterais com o México, Canadá, América Central, União Européia e um acordo com os Estados Unidos assinado em 2002.
Outro ponto é o baixo nível de corrupção no país. O motivo: são raros os contratos públicos.
A constatação que faço é de que numa população infantil, ou seja, que não sabe o que quer da vida ainda, não deveria ser liberada para escolher os seus dirigentes e muito menos opinar nos destinos que a sua nação deve tomar.
Por exemplo, onde já se viu dar direito a um analfabeto de votar? E pior, onde já se viu dar direito a um analfabeto de possuir cargos políticos? E de um analfabeto de ser presidente de uma nação?
Calculo como sendo mais ou menos um pai indo perguntar ao filho de 6 anos que rumos deverá tomar na sua profissão ou o que fazer com o dinheiro extra que recebeu de herança. O filho dele provavelmente irá dizer para usar todo o dinheiro comprando brinquedos e que o pai não deve trabalhar mais, para ficar o dia inteiro com ele em casa.
É assim que se comportam os eleitores verdes. E por que não dizer verdes e amarelos?
No inverno de 2001, eu havia cursado uma disciplina no mestrado chamada Gestão Comparada, ministrada pelo professor Allain Joly. Nessa disciplina, tínhamos por base o método da comparação entre as especificidades culturais de cada país e suas características de gestão, relacionando-as também com as respectivas características de outros países também.
Cada aluno deveria ficar responsável em fazer um panorama profundo sobre um determinado país e depois apresentar e discutir com os outros alunos. Por sorteio, fiquei encarregado de estudar o Chile. Quanto mais eu me aprofundava, mais eu constatava o quanto eu tinha sido enganado pela imprensa brasileira, pois comparando Pinochet com Fidel Castro, era como se Fidel fosse Deus e Pinochet o diabo.
Não podemos negar que uma ditadura militar sempre deixa para trás as suas mazelas e tristeza e apesar de eu defender descaradamente uma total liberdade política e econômica, às vezes, uma ditadura “pode” ser útil aos interesses de um país. Outras vezes não, é verdade. Não quero dizer que se trata de um método totalmente eficaz. Só quero dizer também que não é totalmente ineficaz.
No caso do Chile eu diria que a política praticada por Pinochet fez com que o Chile ficasse sendo hoje em dia uma ilha de prosperidade dentro de uma América do Sul cheia de problemas.
Nós devemos reconhecer o papel central que teve o governo militar do general Augusto Pinochet, no Chile, no que se refere à liberalização do mercado, na liberdade do comércio e na abertura do país à concorrência internacional.
O Chile vai bem dentro de uma América Latina que tudo vai mal. E o irônico disso tudo é que toda essa prosperidade veio de decisões tomadas no período compreendido entre 11 de setembro de 1973 à 5 de outubro de 1988, o período de governo do velho ditador.
Lá, existiram os Chicago Boys, que eram jovens economistas chilenos que veneravam dois mestres: Milton Friedman (professor da Universidade de Chicago) e Sérgio Castro (da Universidade Católica de Santiago). Essas pessoas colocaram à prova as idéias do neoliberalismo e antes mesmo que elas tivessem seduzido Margaret Tatcher em Londres ou Ronald Reagan em Washington, elas estavam à serviço de Pinochet.
Essa turma fez do seu país o laboratório de seu modelo até então teórico, fundado sobre a eliminação do controle de preços, da abertura comercial à concorrência internacional, do auxilio à exportação e sobretudo, fundado sobre um processo radical de privatizações, incluindo os serviços de saúde e de previdência social e entregando ao setor privado as centenas de empresas que tinham sido nacionalizadas durante o governo de Salvador Allende.
Nesse caso, a ditadura não foi nenhum fator dificultador: ela permitia impor suas reformas sem discussões nem compromisso a uma sociedade condenada ao silencio e à docilidade.
Mas, apesar dessa contradição, que a liberdade econômica tenha surgido da falta de liberdade política, essas reformas transformaram profundamente a sociedade chilena, pois permitiram uma mudança radical nas estruturas de produção do país e uma decolagem econômica.
A mudança do regime se caracterizou por uma profunda modificação das estruturas políticas e pela continuidade do sistema econômico, precisamente porque este era completamente eficaz.
O país assinou acordos comerciais bilaterais com o México, Canadá, América Central, União Européia e um acordo com os Estados Unidos assinado em 2002.
Outro ponto é o baixo nível de corrupção no país. O motivo: são raros os contratos públicos.
A constatação que faço é de que numa população infantil, ou seja, que não sabe o que quer da vida ainda, não deveria ser liberada para escolher os seus dirigentes e muito menos opinar nos destinos que a sua nação deve tomar.
Por exemplo, onde já se viu dar direito a um analfabeto de votar? E pior, onde já se viu dar direito a um analfabeto de possuir cargos políticos? E de um analfabeto de ser presidente de uma nação?
Calculo como sendo mais ou menos um pai indo perguntar ao filho de 6 anos que rumos deverá tomar na sua profissão ou o que fazer com o dinheiro extra que recebeu de herança. O filho dele provavelmente irá dizer para usar todo o dinheiro comprando brinquedos e que o pai não deve trabalhar mais, para ficar o dia inteiro com ele em casa.
É assim que se comportam os eleitores verdes. E por que não dizer verdes e amarelos?
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